Esperar no amor é o suficiente para Almas Gêmeas?

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Um livro de Nicholas Sparks é um livro sobre amor. Algo como uma regra do mundo literário. Almas Gêmeas, de fato, segue a regra, mas também mostra que o amor está em escolhas e decisões.

Sparks busca, mais uma vez, inspiração no real, no ordinário. O amor está em todos, algumas histórias são sortudas o suficiente para se sobressaírem – essa é uma delas. A melancolia típica está presente, o que desperta uma certa vontade de ler o romance sem um prazo de validade para a felicidade, sem que uma doença ou tristeza eminente estivesse à espreita. Ler o amor simples, e ele bastar.

Hope Anderson namora há seis anos, sem perspectiva de casamento. Seu pai é diagnosticado com ELA, o que a leva a uma casa da praia na Carolina do Norte. Enquanto isso, no Zimbábue, Tru Walls recebe uma carta de seu pai biológico convidando-o a encontrá-lo numa casa da mesma praia anterior. O início, o encontro, o princípio, como na maioria dos romances, é marcado pela paixão e sentimento imediatos.

Porém o que faz a história é o próximo passo, não o encontro apaixonado. São as escolhas, os sacrifícios e aquilo que você faz além do sentimento. Neste ponto é possível ver o amor, verdadeiro e genuíno entre os personagens, em suas muitas facetas. Almas Gêmeas é sobre a esperança presente em um amor. É sobre ceder, e principalmente, sobre o poder presente nesta força da natureza capaz de esperar anos para coexistir.

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Anna Padilha gosta tanto de boas histórias de aventura que resolveu transformar sua vida em uma, e mesmo estando apenas no prólogo, já sabe que irá encontrar um grande enredo pela frente. Pode até ser uma obra um tanto fantasiosa, mas acreditar que é possível é o passo principal para torná-la real. E cá entre nós, esse é o melhor tipo de narrativa. Enquanto desenvolve o percurso, escreve algumas críticas, algumas resenhas, algumas frases, alguns textos e alguns livros.