Eu Perdi o Rumo é sobre se perder sozinho, e se encontrar nos outros

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Um lembrete de que tudo está ligado de alguma forma, e que as escolhas que você toma em sua vida podem influenciar outras, é sempre um bom lembrete. Daqueles para deixar grudado em um post-it na agenda, ou colocar no bloco de notas do celular. Desta vez, veio em formato de romance escrito por Gayle Forman. Eu Perdi o Rumo é realmente isso: um aviso da importância das relações humanas.

Três protagonistas se dividem para contar a história. Suas histórias separadas que acabam amarrando-se em uma só. Em um só nó. A famosa cantora Freya perdeu sua voz quando estava prestes a gravar seu álbum em uma indústria musical que se preocupa apenas com o produto, não como ele será extraído. Enquanto isso, Nathaniel chega em Nova York sem muito planejar, e Harun pensa em fugir de casa para ficar com o garoto que ama. Assim que o acaso, a sorte ou talvez o destino, permitiu com que os três se encontrassem no Central Park, um incidente serve como desculpa para que suas vidas sejam conectadas.

Porém Eu Perdi o Rumo é diferente. Não muito sobre este encontro do acaso, mas pelo o que os personagens decidem fazer com ele. Todos passamos por pessoas na rua, no ônibus ou em parques. A decisão de estar na vida delas é que muda o destino de cada linha nesse grande nó da humanidade. Os três personagens resolvem ficar perto um do outro durante o dia, revelando inseguranças, medos e passados que impedem os futuros desejados de acontecer. Eu Perdi o Rumo é sobre se perder sozinho, e encontrar o caminho quando se está com outras pessoas. É sobre amizade, sinceridade e principalmente, humanidade.

Há uma pitada de Nicola Yoon, para aqueles que gostam (e com muito bom gosto) de O Sol Também é Uma Estrela. Aquele frio na barriga para todos que conseguem encontrar o extraordinário no ordinário, e abraçar a ideia de que pessoas podem criar a tal magia que tanto buscamos encontrar.

A diferença entre os seres humanos é o que os conecta e permite que relações sejam criadas. Aliás este é um livro sobre isso. Como cada vida é um fio que se entrelaça e muda o rumo daqueles outros fios que cruzam seu caminho, e muitas vezes, acabam formando laços. Não podemos puxar o fio e saber onde está seu fim, e muitas vezes perdemos o rumo, mas podemos segui-lo para abraçar cada novo nó que é feito.