Talk Too Much combina amor e a trajetória da Carmen em um disco feito de questionamentos

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O segundo álbum de estúdio da Carmen representa uma evolução da história da banda. Enquanto o primeiro disco mudou o rumo da jornada do grupo, o segundo é inspirado justamente pelo sucesso que veio após um tweet de divulgação do Youth Culture. A facilidade com que o álbum foi distribuído na internet pode parecer aleatória, obra do destino ou sorte, e talvez tenha sido um pouco de cada, mas o público que hoje escuta Talk Too Much provavelmente já estava inconscientemente esperando por algo como a Carmen.

Talk Too Much poderia ser chamado de The Big Come Up, assim como a terceira canção do disco, que mostra o sentimento de aflição ao querer algo e conseguir. É um pensamento que passa pela mente dos sonhadores, afinal o que está por trás do grande objetivo, e quem você se torna quando não é mais a pessoa que sonha, mas que vive o que um dia sonhou?

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Porém em Maybe, Maybe o conceito do álbum fica mais claro. A canção parece um poema escrito de uma vez só, sem medo de falar demais, com inseguranças e questionamentos que não deixam a música ser apenas sobre um assunto. A faixa se torna uma mistura de amor e Carmen, assim como o álbum.

Talk Too Much é tão pessoal que parece que foi retirado de uma história. O interlúdio How / Decisions traz a realidade de uma maneira tão genuína que é impossível não transformá-la em arte. Film School possui uma ótima composição e mostra o lado otimista por trás das outras canções tristes. To The Waterfalls entra na lista das melhores, com uma qualidade de quem está na estrada já faz um tempo, assim como a suave Summer, e os singles Meeks e Give Up, I’m Not Into You, e mostra que ser independente não é um obstáculo para a banda.

Talk Too Much carrega a essência da Carmen de ser extremamente pessoal ao ponto de criar uma identificação natural com o público. Detalhes normais do dia a dia são transformados em arte quando as pessoas procuram cantar sobre eles. O disco se torna mais cativante ainda por ser a combinação entre amor e a trajetória da própria banda, que não encontrou todas as respostas para as suas perguntas, mas descobriu um público que fica feliz por ter os mesmos questionamentos.


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