Taylor Swift é arte genuína com performances majestosas em um espetáculo criado a partir de sua má reputação

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O conceito da era reputation foi corajosamente moldado ao redor da ideia de que nada que Taylor Swift faz é o suficiente. A reputação falsa criada por terceiros foi designada a uma persona que não apenas encara as acusações, mas que as usa de maneira orgulhosa. A genial arte da ironia já era fantástica quando reproduzida nos fones de ouvido, mas Taylor a transformou em um verdadeiro espetáculo na reputation tour, agora apreciada pelo mundo na Netflix.

Ready for It? e I Did Something Bad iniciam o show introduzindo a personagem como em um teatro. A conversa com o público que vem logo em seguida prova que a antiga Taylor não está morta, mas bem ali para todos que estiverem interessados em sua verdadeira personalidade. As histórias contadas pelas bocas de pessoas que nem ao menos conhecem Taylor Swift se transformaram em realidade pela própria cantora, que resolveu ser tudo aquilo que já a acusavam. A interpretação de Call It What You Want e This Is Why We Can’t Have Nice Things é quase literal, e teatral, como em um espetáculo da Broadway.

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Taylor Swift faz com que qualquer outra turnê seja colocada em segundo plano para aqueles que tiveram a oportunidade de deslumbrar o espetáculo criado a partir de sua má reputação. As cobras de Look What You Made Me Do são tão grandiosas quanto cada mínimo detalhe dos figurinos, bailarinos, banda, e estrutura com passarelas e palcos. Taylor não pretendia simplesmente performar as canções, mas traduzir todo o conceito em uma verdadeira atração do entretenimento.

É surpreendente lembrar em meio às duas horas de show que as letras foram escritas intimamente por Taylor, e não criadas para serem performadas com tamanha estrutura. Em uma indústria em que o natural é escolher um dos dois lados, Taylor Swift consegue juntar a arte genuína produzida a partir de seu talento com performances majestosas que traduzem visualmente o conceito de popstar. É fascinante ver boas composições com significados verdadeiros performadas e reconhecidas como o melhor da música comercial.

Durante um dos vídeos transmitidos nos gigantescos telões, Taylor roteiriza a explicação do conceito da era reputation. A percepção alheia afirmava que nada, nunca, seria o suficiente, e quando a cantora compreendeu isso, ela cresceu, e não estaria ali se não fosse por isto. A explicação poderia facilmente se transformar em uma canção que ilustraria todo o disco, mas esta é a magia da turnê: checar com seus próprios olhos a tal falada reputação.

Apesar da exuberante estrutura, a reputation tour humaniza o conceito criado para o álbum com um discurso delicado. Quando não está em seu personagem, Taylor apresenta sua  gratidão pelos fãs, a vontade de encontrar algo genuíno, e o medo de não conseguir por conta de sua má reputação. O gigantesco estádio em Dallas e a impecável direção de Paul Dugdale não excluem o fato de que, por fim, Taylor é uma artista com um violão escrevendo sobre sua vida – e é por isso que o público permanece com ela, em qual seja o ritmo.

  • Gabriela Maciel

    AAAAAAAAAAAA amei esse post! Taylor é minha cantora favorita de todos os tempos, e fico feliz que as pessoas captaram a essência dela nessa turnê, você realmente percebe que ela está melhor como nunca esteve antes (alô call it what you want) <3
    Me chame de Gabi .