Carmen transforma o mecanismo da sociedade em conceito com Meeks

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Desde seu início em 2017, Carmen representa o ótimo resultado que um contato direto com os fãs pode dar. O cenário independente tornou-se mais interessante quando o público começou a encontrar seus artistas na internet, e a banda carioca parece saber como fazer com que seus admiradores realmente façam parte de seus projetos.

Os enigmas e teorias que cercam Meeks não fazem parte apenas do contado com os fãs. Carmen criou um conceito digno de uma divulgação investida por gravadoras – ou até melhor que algumas, já que grandes contratos não são necessariamente sinônimos de criatividade e bom planejamento. A empresa fictícia Peer Pressure parece se encarregar de manter João, Jairo, Matheus e Lucas, ou ao menos seus personagens, no mecanismo da sociedade que muitas vezes impõe falsas metas às pessoas que, consequentemente, deixam seus verdadeiros objetivos de lado.

A composição e produção continuam com a essência da banda, definitivamente inspiradas por decepções, que de tão pessoais podem ser interpretadas individualmente por cada ouvinte, e associadas às suas próprias vivências. Mas isso acontece aos pulos e paços de dança provocados pelo cativante ritmo feliz. Meeks tem seu diferencial justamente no discurso sobre a realidade – seja na composição ou no ótimo vídeo conceitual. Se o assunto fosse inacessível, não seria possível a identificação com o público, que é justamente a base da Carmen.

A conspiração proposital pode ser mais desenvolvida com o segundo álbum da banda, Talk Too Much, que será lançado em janeiro, e deve alcançar um público ainda maior com a criatividade do grupo que convida o público a além de consumir, fazer parte de suas canções.


Assista também à nossa entrevista com a Carmen: