Ariana Grande exala positividade em Sweetener e leva o amor como o conceito da era tão doce quanto sua voz

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Ariana Grande deixa claro logo nas primeiras faixas do Sweetener que busca um conceito para encaixar suas ideias e sentimentos atuais. Seu quarto álbum de estúdio carrega a missão e a vontade da artista de apresentar uma fase de satisfação pessoal para o mundo, e ainda que as músicas mais consumidas e criadas na indústria musical sejam aquelas que compartilham do sofrimento do ouvinte, Ariana torna o Sweetener doce o suficiente para despertar o melhor de todos que o escutam.

O talento serviu como introdução ao Sweetener através do cover acapella de ‘raindrops (an angel cried)’, deixando em evidência a capacidade vocal incomparável de Ariana Grande. O tão esperado conceito foi aparecendo nas faixas seguintes, como em ‘the light is coming’ e ‘no tears left to cry’, em que Ariana se torna sua melhor amiga, pregando o positivismo e a essencialidade do amor próprio em momentos difíceis. A outra face do álbum, que carrega um pouco mais do ideal proposto pelo título, é introduzido no soul de R.E.M., no qual Ariana tenta descrever o fascínio por uma paixão que parece um sonho – sensação que foi passada pela sobreposição dos ótimos e doces vocais da cantora.

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O sucesso de ‘God is a woman’ entra como uma típica produção de Max Martin fadada ao sucesso, e cria o intermédio entre o conceito do álbum e a diversão irônica presente em algumas faixas, como ‘successful’, que celebra a independência feminina no trabalho. Em um disco que carrega a doçura como propósito, ‘breathing’ encanta ao lidar com a realidade dura da ansiedade, e incentiva a necessidade de encontrar um tempo para apenas respirar em meio a tais sentimentos.

A encantadora descoberta do amor ilustrada pelos doces vocais de Ariana Grande carregam uma aura de positivismo e fascínio que praticamente simbolizam um clichê cinematográfico, que deixa as baladas românticas de lado e focam em uma urgência de viver um romance específico para sempre. Ariana transformou sua vida em uma comédia romântica que pode ser escutada no Sweetener, e compreendida em ‘pete davidson’, que representa a essência pessoal do disco em um interlúdio com o nome de seu atual noivo.

Em alguns momentos do Sweetener é possível identificar claramente o trabalho de Pharrell Williams, que é tão dono do álbum quanto Ariana Grande. Os elementos presentes nas produções, tais como a utilização de samples de vocais ao longo da canção inteira e sobreposição de vocais que se unem aos ritmos, mostram o senso musical de Williams na criação de uma canção e em sua composição como conceito. Sua essência funky aparece por completo em ‘blazed’, lembrada em seu grupo N.E.R.D.. Pharrell aparece como compositor principal em mais faixas (sete faixas) do que a própria Ariana Grande (quatro faixas), sendo um fator de ótima colaboração em alguns casos, e um pouco decepcionante em outros, como  em ‘successfull’, que apenas aparenta expressar um ideal criado pela cantora.

O quarto álbum de Ariana Grande vem acompanhado de um lembrete de sua superioridade vocal em meio à seleta lista de artistas jovens que são sempre comparadas por números de vendas. Números realmente podem ser relacionados, mas o talento de Ariana em ambos os modos de notas altas e baixas não pode ser comparado com qualquer outro nome. Com um conceito traduzido por Pharrell Williams, Sweetener é encerrado com a doçura presente no nome, como um abraço que exala positividade e diz que tudo irá ficar bem. Ariana escolheu se inspirar no amor, e leva o otimismo e a auto aceitação como o conceito da era tão doce quanto sua voz.

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