Um Chá com Carmen: A internet como forma de divulgação da essência divertida e real da banda carioca

1
75

A internet surpreende diariamente um público que anseia consumir algo que vá além dos contratados pelas grandes gravadoras. A plataforma já se provou um ótimo mecanismo de descoberta de novos e verdadeiros artistas, que fazem uso da atualidade, e também da sorte, para alcançar um público genuinamente encantado por seu trabalho. Carmen é uma banda do Rio de Janeiro que ilustra perfeitamente o exemplo. Seu primeiro álbum, ‘Youth Culture’, foi lançado em Janeiro de 2018, mas ganhou visibilidade em Julho, quando o vocalista Matheus Costa publicou em seu twitter a opção de compra do disco físico – e que, surpreendentemente, chegou à mais de 49 mil pessoas.

Durante a passagem de sua turnê por Curitiba, em um show na Casinha, a ausência de um palco criou uma intimidade necessária que permitiu o verdadeiro conhecimento da identidade musical da banda, que conseguiu apresentar sua essência ao vivo. Mais cedo, Matheus, Lucas, João e Jairo deram uma entrevista ao Chá. Carmen deixou claro que leva seu diferencial na individualidade dos integrantes do grupo, com contribuições de influências diversas, que vão desde Frank Ocean à System of a Down. Suas composições são autorais, feitas em um quarto a partir de tutoriais no YouTube, e retratam o cotidiano de uma maneira ansiosa através de ritmos animados e cativantes, que tornam as letras verdadeiras mais fáceis de serem repetidas por um público que atribui suas próprias vivências à honestidade da banda.

O sucesso na internet e sonho de chegar ao Lollapalooza caminham lado a lado, enquanto um número considerável de admiradores acompanham à uma distância que pode ser quebrada com um tweet. Carmen é divertida – a prova disso está no Homem-Aranha presente em todos os seus clipes, e no conceito que eles carregam. A banda também comentou sobre os planos futuros, o lançamento de seu segundo álbum, a relação com os fãs e a turnê, e ainda participou de uma brincadeira que escolhe a “Youth Culture”, ou Cultura Jovem, ideal: a de hoje, ou antigamente?