Autores internacionais e nacionais incentivam o consumo da literatura na 25ª Bienal do Livro de São Paulo

0
64

Colaboração: Júlia Bittencourt

Deve-se perceber, primeiramente, que a Bienal é Internacional e isso se dá ao fato de autores estrangeiros virem ao Brasil para conhecer fãs, fazer palestras e etc. Em sua vigésima quinta edição, a Bienal do Livro de São Paulo contou com autores como Victoria Aveyard (A Rainha Vermelha), Soman Chainani (A Escola do Bem e do Mal), David Levithan (Todo Dia) cujo um dos livros foi adaptado para o cinema, entre outros.

Com a presença desses autores, e diversos autores brasileiros como Mauricio de Sousa e Thalita Rebouças, a Bienal deste ano esteve repleta de qualidade e quantidade. Foram autores de todos os estilos, públicos-alvo e nacionalidades, dando a oportunidade para que todo o público pudesse se encontrar com seu gosto particular. O público, em sua maioria, era do estado de São Paulo ou estados fronteiriços, mas o interessante é observar a literatura unindo seu público, que apesar do cenário editoral atual, felizmente ainda persiste em consumir palavras como fonte de imaginação e inspiração.

Leia também: Um Chá com Thalita Rebouças: Filmes dos novos livros e papel da autora na literatura brasileira foram abordados

A Bienal, embora com menos editoras em relação à sua edição anterior, manteve-se grande. Infelizmente, poucos estandes de grandes editoras estavam com promoções; os preços se mantiveram com o valor de livraria na maioria dos lugares. Os corredores pareciam estreitos no final de semana, muita gente para pouco espaço: seria interessante corredores mais largos considerando o tamanho que o Centro de Exposições Anhembi comporta e tinha de espaço para as filas. Outro ponto negativo foi que para quem tinha Credencial, a fila era muito maior do que qualquer pessoa com ingresso. Enquanto ingressantes entravam em cerca de 10 ou 15 minutos, a fila para credenciados era tão grande que demorava mais do que 2 horas.

Contudo, a Bienal coleciona diversos pontos coletivos. Para as crianças, principalmente, havia muitas promoções e a presença de YouTubers nos estandes de suas editoras. Para as outras faixa-etárias, além das senhas distribuídas online para autores, houve diversas oportunidades de encontra-los nos estandes editoriais, principalmente autores brasileiros. Quanto ao público, os fãs de um mesmo autor foram muito colaborativos com os outros.

A Guarda Escarlate, nome dos fãs da série A Rainha Vermelha, foram bem unidos. A autora Victoria Aveyard lançou 4 livros na série e, por isso, estava autografando quatro livros por pessoa. A Guarda, então, incentivou que cada pessoa que conseguiu senhas para Aveyard cedesse, pelo menos, o espaço de um livro para autógrafo. Assim, muitos fãs conquistaram o tão sonhado autógrafo, mesmo que a senha não tivesse sido retirada. É interessante ressaltar que a editora Seguinte, ao ver a enorme demanda para com Victoria, abriu em seu estando, no dia seguinte, mais senhas para autógrafos da Rainha Vermelha.

É interessante ressaltar que, os fãs de diversas séries literárias, foram com cosplays, dispostos a bater fotos e incorporar personagens. Alguns deles foram os fãs de Harry Potter, A Rainha Vermelha, Trono de Vidro e etc. Em síntese, a Bienal foi um evento de muita qualidade, principalmente para aqueles que foram pela primeira vez. Um dia não era suficiente para prestar atenção em tamanho evento. A próxima Bienal do Livro de São Paulo será em 2020, no mês de Agosto. Vale a pena se organizar para conhecer seu autor favorito ou, apenas, ir num mundo de leitores e fãs dos mesmos livros que vocês para manter a imaginação viva.