Boa diversão de ‘Homem-Formiga e a Vespa’ tenta amenizar o caos de ‘Guerra Infinita’ e instiga o futuro dos heróis da Marvel

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Dois meses após revolucionar o cenário cinematográfico de super-heróis com o corajoso ‘Vigadores: Guerra Infinita’, a Marvel Studios ainda colhe os frutos do que provavelmente será o maior sucesso do ano. Mas aproveitar esta situação também significa dar continuidade à divulgação do próximo e último filme dos Vingadores com a formação original, em que tudo deve ser explicado e concertado. ‘Homem-Formiga e a Vespa’ serve como ajuda neste momento de despertar a curiosidade dos fãs para saber o que aconteceu e como pode ser resolvido. O filme tenta amenizar o caos criado em abril, e consegue fazer com que o público esqueça de Thanos por um momento.

O enredo ficou pessoal para os personagens, e gira ao redor da busca pela mãe de Hope Van Dyne. O restante da trama apresenta uma vilã no estilo Marvel, com seus motivos e sem ser a pessoa ruim que pretende fazer um mal aleatório. Ela serviu para não deixar a história tão crua, e suas cenas pareciam um episódio de ‘Agents of S.H.I.E.L.D’ com efeitos melhores. Porém, o FBI seria o suficiente para bancar este lado de atrasos e perseguição enquanto algo precisa ser resolvido, além de colaborar com o humor do filme. Isso porque Scott Lang está em prisão domiciliar por infringir o tratado de Sokovia, o que tornou a trama mais interessante e divertida, principalmente por dar continuidade às consequências de ‘Guerra Civil’.

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Enquanto Scott procura equilibrar sua vida para concertar seus erros, não decepcionar sua filha é a prioridade em sua vida. A ótima atuação de Paul Rudd conseguiu aumentar a caracterização do personagem fora do traje e representar a necessidade de fazer o certo. A atuação de Evangeline Lilly como Hope foi ainda mais profunda que no primeiro filme, apresentando a personalidade forte da personagem como protagonista, onde realmente merece estar. Mais uma vez, os coloridos cenários criados para ilustrar a versão subatômica de todos que visitam o microverso são efeitos corajosos e bem feitos. Enquanto isso, os truques de aumentam e diminuem objetos e pessoas com a tecnologia de Hank Pym estão mais em alta no segundo filme, e colaboram muito para o humor autêntico que já faz parte do Homem-Formiga – e também da Vespa.

As cenas pós créditos são um baque para lembrar o telespectador da atual situação dos heróis no cinema, e instiga o papel de Hank Pym e Vespa como cientistas para ajudar a solucionar o tal balanceamento do universo causado por Thanos, em que metade do universo deixou de existir. ‘Homem-Formiga e a Vespa’ serve para divertir, mas além disso é possível retirar alguns detalhes que estimulam a curiosidade e teorias para o quarto filme dos Vingadores, como a introdução da Vespa como personagem principal e a mãe de Hope, Vespa original, em cena. Além disso, o reino quântico fica em evidência e prova que realmente pode dar origem a alguma ação importante para o futuro dos filmes. Afinal, por mais que o filme pareça solto e completamente independente, a inteligência da produção da Marvel Studios costuma provar que nada em seus filmes acontece por acaso.