O momento como essência de Shawn Mendes cria um envolvente crescimento artístico em seu álbum autointitulado

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A responsabilidade de um álbum que leva o nome de um artista como título é conseguir captar sua essência completa e transformá-la em algumas canções para todos que procurarem conseguirem compreendê-la. Shawn Mendes decidiu aceitar este desafio em seu terceiro álbum de estúdio. O cantor que está presente na composição de todas as faixas, e na produção de treze das catorze, iniciou a trilha por um caminho que já era esperado desde sua estreia no cenário fonográfico. A promessa de um nome acústico que consegue colocar diversas influências em suas letras e melodias foi cumprida gradativamente durante os três lançamentos, e alcançou sua totalidade no autointitulado Shawn Mendes.

A essência de Shawn Mendes marca a primeira faixa do álbum. O artista por trás da canção que retrata angústias e medos reais é colocado em evidência, e dá sentido ao título do disco. O amadurecimento de um funk acabou criando as divertidas “Nervous” e “Particular Taste”, que contou com a produção de Ryan Tedder Este ritmo junto de sua mistura com baixos e pianos muito perceptíveis como em “Lost In Japan” e “Fallin’ All In You” marcaram a sonoridade do álbum, sendo destrinchada para momentos mais acústicos, criando um suave tom de R&B tanto na produção como nos vocais, como em “Why” e “Perfectly Wrong”, e também para faixas em que acordes de guitarra são os protagonistas, exemplificadas por “Because I Had You”.

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A semelhança com as criações de John Mayer é muito perceptível e bem-vinda, principalmente quando o mesmo acabou por produzir uma ótima surpresa do álbum, “Fallin’ All In You”. A simplicidade está no acústico e na composição, colocada junto de dois dos vocais mais singulares da música popular atual, pertencentes ao próprio Shawn Mendes e à Julia Michaels marcaram “Like To Be You”. “Queen” retoma o lado divertido do disco, com uma ironia muito fácil de ser relacionada com o público, enquanto a ótima colaboração com Khalid, “Youth”, representa uma vulnerável mensagem de empatia, e caracteriza uma onda de composições pessoais que vão além dos relacionamentos.

A qualidade do álbum se dá por sua homogeneidade nas produções, criando um único produto que pode ser reconhecível por suas músicas individualmente. A admirável equipe de produção do disco conta com John Mayer, Ed Sheeran, Ryan Tedder e Teddy Geiger como colaboradores para sua particularidade, transformando o trabalho das catorze faixas em uma ótima forma de participação na indústria musical atual, em que os riscos são aceitos e os artistas possuem a liberdade para crescerem e amadurecerem seus trabalhos.

As composições do retrato do sofrimento de Shawn Mendes foram substituídas por canções mais literais e pessoais. Seus vocais chegaram em um estado impecável, e funcionam de ótima forma em tons baixos e altos, diferenciando seu uso nas músicas acústicas e com batidas animadas, em qualquer que seja a influência presente na faixa. O cantor criou seu terceiro álbum com uma pressão menor do que usualmente acontece com discos que levam o nome do artista. Shawn Mendes apresentou a ideia de que um álbum autointitulado não precisa contar com sua essência completa, mas representar o momento em que está vivendo. Sem quebra de barreiras ou grandes causas. Um envolvente crescimento artístico é o suficiente.

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