Talento surpreendente da New Hope Club e singular energia da The Vamps marcaram a apresentação em São Paulo

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Foto: Dean Sherwood

Após a conquista do público brasileiro em Maio de 2016, a nova turnê internacional da The Vamps não poderia deixar de passar pelo Brasil. Seguindo o costume, um longo tempo de espera foi colocado entre os dois shows, o que deixou a ansiedade dos fãs ainda maior. Dessa vez, a banda cumpriu uma agenda ainda maior de compromissos para a divulgação de seu trabalho – o que funcionou muito bem, já que a casa de shows estava vendendo ingressos aos convencidos de última hora no dia do espetáculo. Assim como no ano passado, The Vamps trouxe outro grupo para abrir seu show, e felizmente os escolhidos da vez foram os meninos da New Hope Club, que esbanjaram simpatia e talento como ato de abertura.

Apesar da setlist curta, New Hope Club conseguiu provar para o Brasil que está seguindo nos mesmos passos de seus mentores – deixando o seu melhor para os shows ao vivo. A presença de palco de Blake Richardson, George Smith e Reece Bibby, que portam apenas instrumentos com cordas, é invejável para qualquer grupo que precisa de muito mais do que a voz para conquistar um público. Sua qualidade é tão excepcional logo no início da carreira que dispensa qualquer mínima falta por um baterista no grupo. Porém, o ponto mais alto do show de abertura foi a clara animação estampada nos rostos dos integrantes da banda ao ver e ouvir um público tão caloroso cantando suas músicas e covers – sendo “Sign of the Times” e “Fixed“, respectivamente, as mais impressionantes.

Foto: Dean Sherwood
Foto: Dean Sherwood

O show principal começou com a famosa energia da The Vamps que nunca desaponta. Assim como New Hope Club, a banda pareceu estar extremamente animada por ter voltado ao Brasil em pouco mais de um ano. As canções novas, com um ritmo diferenciado, são ainda melhores ao vivo, reforçando a melhor parte da banda. A identificação dos instrumentos em músicas como “Shades On” e “Middle Of The Night” é um bônus, transformando as faixas em praticamente inéditas.

Contando com a participação de um público aparentemente mais animado do que em 2016, The Vamps aproveitou cada segundo de interação com seus fãs. É possível citar um momento em “Sad Song“, onde Bradley Simpson tentou explicar para os fãs que gostaria que repetissem o que ele dizia, e não completassem a frase da música, provando a certeira participação da plateia. A participação de Tini Stoessel em “It’s a Lie” levou a essência latina da canção para o palco, sendo um dos pontos altos do show.

Foto: Dean Sherwood
Foto: Dean Sherwood

Infelizmente, o show foi extremamente rápido, e o motivo ainda não foi divulgado, deixando algumas faixas consideradas principais do álbum de fora da setlist, o caso de “Stay“, e até mesmo o novo single, “Staying Up“. Entre outras ocasiões que deixaram saudades é possível lembrar do solo de bateria de Tristan Evans e o famoso mashup de covers que a banda realizava em todos os shows até então. Porém, como nenhuma confirmação de motivo aparente foi confirmada, as reclamações devem ser expostas mas não precipitadas. Vale esperar.

Porém, o show curto não conseguiu apagar a singular energia ao vivo dos shows da The Vamps, que só a banda consegue transmitir ao vivo. Não é possível saber os motivos que deixaram alguns fãs com um gostinho um pouco maior do que o normal de quero mais, porém podemos esperar que a banda volte o mais rápido possível para continuar dando o seu melhor, mas por mais tempo.


O Chá das Onze entrevistou ambas The Vamps e New Hope Club. Fique ligado aqui no site e nas redes sociais para acompanhar tudo assim que sair!