Um Chá com Thalita Rebouças: Filmes dos novos livros e papel da autora na literatura brasileira foram abordados

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A marca de dois milhões de livros vendidos pode até ser alcançável para quem simplesmente escreve um livro, mas atingir esse número com um talento único e inspirando milhares de jovens brasileiros que sonham em ver a literatura de seu país nas prateleiras é algo difícil de fazer, mas que Thalita Rebouças consegue com perfeição. A escritora, roteirista, jornalista e apresentadora passou por Curitiba para divulgar seu mais novo trabalho, “Confissões de Um Garoto Tímido, Nerd e (ligeiramente) Apaixonado“, onde tivemos a oportunidade de conversar com ela, que esbanjou simpatia, sobre sua carreira, o mundo literário e adaptações.

A primeira parte da entrevista com a autora pode ser lida abaixo, e a segunda, em vídeo, pode ser assistida no fim do post!

Eu amo a história de como você chegou até aqui, subindo na cadeira na bienal e dando pirulito para as pessoas na livraria. Se a Thalita de hoje, com filas imensas, pudesse voltar no tempo para falar com aquela Thalita, o que você diria?
Arrasa garota! É isso aí, vai dar certo! Hahahaha.

E você acha que ela acreditaria?
Eu acho que sim porque eu já acreditava mesmo sem dar certo! Hahaha. Eu acho que eu subi na cadeira justamente por eu acreditar, sabe? É muito ruim ficar invisível em um lugar, você querendo ali, achando que vai realizar o seu sonho, que você vai vender livros, e ninguém te olha. Então, entre esse constrangimento e o constrangimento de subir em uma cadeira e todo mundo achar que eu sou louca eu preferi a segunda opção e deu muito certo e eu tenho o maior orgulho dessa história.

Você é jornalista de formação, trabalhou com redação, assessoria, teve coluna na Atrevida e já entrevistou artistas como Jonas Brothers e Demi Lovato. Existe alguma coisa nesse mundo do jornalismo que você sente falta de fazer?
Hmm… Eu tive um quadro no Esporte Espetacular que eu amava fazer que se chamava “EE de bolsa”, que era Esporte Espetacular de Bolsa, onde eu ia pra rua pra falar de futebol com as pessoas. Eu que não entendo de futebol ia falar sobre futebol. Então era muito divertido, eu gosto de fazer televisão porque eu sou exibida, mas eu nunca fiz televisão como jornalista, eu fui pra televisão por causa do meu lado escritora. Fui dar entrevista aí o Boninho gostou de mim, me chamou pra fazer um quadro na Ana Maria Braga, depois da Ana Maria Braga eu fui pro Vídeo Show, depois do Vídeo Show eu fiz Esporte Espetacular, quando me chamam eu vou. 

22 títulos, mais de 2 milhões de livros vendidos, traduzidos em mais de 20 países. Conte algo que você ainda não alcançou e que gostaria de alcançar no meio literário.
Ah eu quero chegar em outros países, eu quero ser mais traduzida, e agora eu tô muito apaixonada por ver meus livros nas telas, sabe? Eu estou gostando muito de com 42 anos estar me descobrindo roteirista de cinema, tô aprendendo uma nova profissão, fazendo. Isso é uma honra, um privilégio. Fazendo com os melhores, estou muito bem cercada, então eu estou muito… Agora o meu negócio é fazer cinema, eu quero fazer cinema e teatro.

Você também faz muito sucesso no cinema e no teatro, o que é muito legal de ver, porque cresci assistindo adaptações estrangeiras e agora temos adaptações brasileiras. Você já disse que seu novo trabalho, “Confissões de Um Garoto Tímido Nerd e Ligeiramente Apaixonado”, é o melhor que você já fez. Se dependesse de você para criar um roteiro, adaptaria para o cinema ou teatro ou iria preferir deixar a história nos livros?
Ah eu acho que vai dar um super filme! Vai virar! Quero muito que vire, vai ser uma trilogia mesmo, então estou muito feliz.

Eu acredito que seus livros são importantíssimos pois eles têm histórias que os jovens se identificam, e isso é o que realmente incentiva a leitura, não é simplesmente qualquer coisa feita para vender. Como você enxerga o seu papel no Brasil como uma escritora que não apenas escreve, mas também inspira a leitura em um cenário que tanto precisa dela?
Ai que lindo, até me emocionei! É muito… Quando eu comecei a escrever, eu nunca achei que fosse ser assim, sabe? Eu nunca achei nem que eu iria ser tão lida, então hoje quando chega gente falando “Ah, você é minha inspiração pra escrever” ou “Você é minha musa inspiradora, minha diva que me fez tirar meu sonho da gaveta e lançar meu livro” isso é tão importante. Nunca que eu iria imaginar que o que eu faço na solidão do meu escritório iria mexer na vida de tantas pessoas e com o sonho de tantas pessoas, então eu sou muito grata. As pessoas perguntam “Nossa mas ela é tão simpática, tão feliz”, mas gente, como é que eu não vou ser? Se é a coisa mais feliz da vida fazer o que eu faço.