Além de ser almejado pela indústria, talento apresentado em “Night & Day” transforma The Vamps em músicos completos

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Inúmeras opiniões equivocadas sobre o novo estilo que The Vamps estaria seguindo para seu novo álbum surgiram nos últimos meses. Essas opiniões são aquelas que aparente afirmam que um artista deve se manter o mesmo para sempre, sem mudar uma única nota de seu repertório para continuar agradando àqueles que são fãs desde o começo da carreira. Porém, essas opiniões estão equivocadas a um ponto tão absurdo que, as pessoas por trás delas, estão se esquecendo de analisar o talento genuíno da banda, que não está apenas comprando músicas prontas para colocar sua voz e instrumentos e vender. Banda essa que participou da criação de cada música presente no terceiro álbum, que por mais que diferente dos antigos, é sem dúvidas o melhor.

Night & Day” retrata um amadurecimento tão divertido de observar que se torna sutil. As músicas estão claramente mais atrevidas, no som e na letra, demonstrando a sinceridade do grupo em colocar um material honesto para seus ouvintes. Pessoas comuns crescem, e os meninos da The Vamps fazem parte desse grupo de pessoas denominadas comuns, você acreditando ou não, então por que se prender em letras sobre primeiros romances se eles não passam mais por isso? É preciso lembrar que como músicos completos, Bradley Simpson, Tristan Evans, James McVey e Connor Ball são compositores, e retratam em suas canções suas próprias realidades. Ao logo das dez músicas da versão “Night” do álbum é possível encontrar a essência jovem da banda e de suas próprias personalidades em uma forma mais experiência.

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Felizmente, o amadurecimento da The Vamps não parou apenas naquilo que prestamos atenção. Os meninos que antes possuíam em torno de quatro ou cinco músicas sem suas participações na criação nos álbuns antigos (“Meet The Vamps” e “Wake Up“), compradas apenas para serem singles, se tornaram músicos do mais alto nível de complexidade ao ponto de participarem não apenas das composições de nove das dez músicas (sem contar “Middle Of The Night“, que originalmente é do DJ Martin Jensen) mas também da produção sonora de muitas delas. Bradley Simpson produziu e escreveu “It’s a Lie“, uma das melhores faixas do álbum, sozinho. Junto com Bradley, Tristan Evans e Connor Ball participaram das produções de todas as outras canções do CD. É fácil concluir a verdade: Dizer que o melhor álbum da banda continua sendo o “Meet The Vamps” após a própria banda participar de toda a criação do “Night & Day” é, sem dúvidas, uma falta de respeito pelo trabalho de um dos poucos grupos que pode chamar todos os seus integrantes de verdadeiros músicos completos.

As três primeiras faixas do álbum são os singles lançados até então, que apesar de serem bem eletrônicos continuam levando a já conhecida The Vamps em seus versos. “Same To You” possui uma produção que provoca inveja a qualquer DJ, principalmente nos versos onde é encaixada com o maravilhoso controle vocal de Bradley Simpson, cujo se arrasta por todas as outras canções. “Paper Hearts” e “Stay” compõem a parte de baladas do disco, mas sem perder a essência do “Night & Day” em si – sendo os instrumentos acústicos os principais mas com a adesão de efeitos sonoros leves que encaixaram as músicas no CD. São nelas que podemos ver o imenso talento em composição dos quatro integrantes da banda, que relatam toda a emoção de músicas românticas. “Shades On” e “It’s a Lie” cativam do começo ao fim e provam que essa é a melhor fase da banda. Da mesma maneira que as baladas encaixaram os efeitos no acústico, essas duas canções encaixam todo o barulho das guitarras com batidas computadorizadas, principalmente “Shades On” que representa muito bem todo esse lado atrevido e divertido da banda, enquanto “It’s a Lie” se torna uma grande aposta com colaboração da cantora argentina, Tini Stoessel, que inseriu com perfeição sua voz na faixa, deixando o ritmo que já era latino com um toque mais especial. “My Place” e “Sad Song” encerram a versão deluxe com chave de ouro, sendo duas grandes representantes sonoras do álbum como completo.

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O que está sendo apresentado no “Night & Day” pode ser considerado pura arte, e arte não é suposta a fazer você gostar dela, mas fazer você sentir algo – e isso resume perfeitamente o trabalho impecável que The Vamps fez em apenas dez faixas. Apesar de extremamente jovens, os meninos provaram que é possível criar um conteúdo de extrema qualidade na indústria musical quando se tem talento e vontade de fazer o seu próprio trabalho. A coragem da banda em demonstrar seu novo lado deve ser apreciada do começo ao fim, o que não será difícil, afinal “Night & Day” é, sem discussões, o melhor trabalho apresentado pelo grupo até então.

“Night & Day” é maravilhoso do início ao fim, afinal não há nada melhor do que ouvir algo sincero por músicos completos que são capazes de criar seu próprio material. The Vamps não necessita mais dos famosos compositores e produtores para completar suas canções e adaptá-las para a indústria – sua própria essência e talento são mais do que o suficiente para competir com qualquer artista que precisa de no mínimo cinco co-compositores para consertar suas músicas. Artista esse que, no final das contas, ao competir com músicos tão completos como esses, se torna apenas mais um na lista da indústria. 


Vale a pena lembrar que você pode ouvir todo o talento da The Vamps presente no “Night & Day” ao vivo em São Paulo, no dia 17 de Setembro. Clique aqui para mais informações e para comprar o seu ingresso.