Sendo o melhor apresentado pelo universo cinemático da DC, “Mulher Maravilha” tem uma originalidade fantástica e épica

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Algumas falhas tentativas de se consolidar na indústria cinematográfica de heróis atual marcam a parceria da DC com a Warner Bros. Após realizar o impossível – criar um filme completamente confuso e com um enredo péssimo mesmo com um elenco brilhante – em “Batman vs Superman” e apostar em uma ideia que tinha tudo para dar certo porém, mesmo assim, foi um completo fracasso em “Esquadrão Suicida“, as expectativas estavam depositadas apenas em “Mulher Maravilha“, que aparentava ser algo diferenciado do que foi apresentado anteriormente. Felizmente, mais uma grande decepção foi evitada graças à incrível equipe de produção e elenco do primeiro filme da heroína.

A surpresa do filme estar caminhando de maneira tão espetacular ao longo das cenas foi tão grande que a espera por algum furo ou algo ruim acabou virando um medo de que algo pudesse estragar as duas horas e meia no cinema – o que, felizmente, não aconteceu. Começando com uma pequena referência e ligação com o Batman, o filme conseguiu ligar o passado com o presente de maneira perfeita. As transições de Diana – uma criança para adolescente, adolescente para adulta e adulta para então ser a “Mulher Maravilha” – foram muito bem retratadas. O fato da personagem continuar com sua personalidade em todos os momentos do filme deixa a história coerente e muito mais interessante.

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Assim que conhece um membro da inteligência britânica por acidente, Diana começa a sentir que seu dever como uma Amazona é seguir o primeiro homem que conheceu para ajudar a terminar com A Grande Guerra. Diana acredita que Ares, o deus mitológico da guerra, está por trás dos horríveis acontecimentos e decide partir para derrotá-lo. O que a personagem não sabe é que essa é a função para qual ela foi colocada no mundo – derrotar um deus. Os cenários criados, principalmente nas cenas de início na ilha paradisíaca das Amazonas, assim como os trajes feitos para as entidades místicas são ótimos, e deixam a parte real do enredo com mais fantasia. Os efeitos especiais de câmera lenta e faíscas durante as cenas de batalhas foram os elementos principais para deixar o filme épico.

Dizer que as falhas presentes no filme são o bastante para torná-lo ruim é uma grande hipocrisia, afinal todos os filmes de super heróis possuem falhas e situações absurdas. O trabalho dos roteiristas em “Mulher Maravilha” foi o melhor apresentado pelo universo cinemático da DC – e para ser sincera, acho difícil de ser superado. Como foi dito, Diana continua com sua personalidade durante o filme inteiro, sem se perder nas cenas apenas para deixá-las engraçadas. As partes divertidas do enredo são, na maioria delas, de Steve Trevor, personagem que Chris Pine interpreta de maneira fantástica. A inocência de Diana ao conhecer coisas simples de um mundo que nunca havia visto antes foi tão bem interpretada por Gal Gadot quanto as cenas onde tudo o que ela expressava eram socos e chutes nas lutas corpo a corpo. A atriz não é boa em apenas uma fase ou quesito da heroína, ela é, literalmente, a perfeita Mulher Maravilha e Diana ao mesmo tempo.

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Acredito que a mudança do contexto histórico da história original foi desnecessária. Nos quadrinhos, Mulher Maravilha faz parte da Segunda Guerra Mundial, e não da primeira. Sendo a única boa adaptação da DC até então, poderia ter sido mais respeitada pela própria equipe. Porém, se essa informação for ignorada, é possível dizer que a história apresentada é de fato a original pela qualidade final. A personagem consegue, com seu objetivo pessoal, ajudar em diferentes questões que exércitos inteiros ou espiões treinados não haviam conseguido.

O desenrolar do enredo foi lento, porém não ficou cansativo de maneira alguma. A história da heroína foi retratada de uma maneira absolutamente fantástica, e finalmente ficou claro o que a DC queria fazer desde o começo: algo épico. Isso claramente não funcionou nos filmes anteriores pela tentativa de adaptação aos outros universos que já existiam, o que jamais será feito. Em outras palavras mais diretas, ninguém irá conseguir superar a Marvel nos filmes divertidos e reais de super heróis da mesma maneira que, se continuarem como em “Mulher Maravilha”, ninguém irá conseguir superar a DC nos filmes épicos e cheios de fantasia. A equipe de “Mulher Maravilha” deveria, sem dúvidas, liderar o futuro do universo cinemático da empresa, porque apenas desse modo – com originalidade e criatividade o suficiente para criar algo novo, épico e que possua o tão falado agrado aos fãs – a DC e Warner podem ser consideradas competição.