Uma mistura de referências sonoras e composições intimistas transformam “Harry Styles” em uma obra prima do Blues/Rock

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Uma pequena prévia de cinco minutos do que seria Harry Styles por si só foi divulgada em “Sign of the Times“, seguida por “Ever Since New York“. Felizmente, com o lançamento de seu primeiro álbum, que leva seu próprio nome no título, é possível afirmar que as prévias não eram apenas canções fora de contexto ou criadas para divulgação. “Harry Styles” é um disco onde histórias são contadas e momentos são vividos, com situações diferentes em cada faixa, porém uma completando a outra.

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Sempre apostei na carreira solo de Harry Styles, mas não acreditava que era possível criar um material de tamanha qualidade logo no início da carreira. As referências sonoras do famoso rock dos anos 80 é fortíssima. É praticamente como se David Bowie e The Rolling Stones colaborassem em formato de Harry Styles, que é sem dúvidas um Stone nascido no tempo errado. Porém o cantor aprimorou a sonoridade, trazendo ela para a atualidade e, principalmente, para si mesmo. Em alguns momentos do disco, a semelhança com The Kooks e John Mayer, e a mistura dos dois, é incrível e absurdamente bem encaixada.

As composições de “Harry Styles” são pedaços de arte até mesmo sem melodia. A verdade por trás de cada história presente nas dez músicas, e as fantásticas introduções – sejam elas faladas ou de instrumentadas, depende da interpretação de cada um que está ouvindo, mas o que todos podem concordar é que a conexão que Harry possui com cada uma delas é praticamente palpável, e muito especial.

“Harry Styles” é um álbum completamente honesto, um daqueles que nem deveria ser lançado de tão pessoal que é. Felizmente o cantor resolveu compartilhar um pouco de sua vida com os nossos ouvidos, que devem estar muito felizes em ouvir algo tão único. Não há forma de analisar música por música, ou separá-las em grupos, como normalmente acontece nas críticas. O álbum é para ser escutado e apreciado como um todo, e com certeza, mais de uma vez.

O cantor criou um material de primeira linha, misturando a sonoridade antiga e clássica com influências atuais. Essa sua maravilhosa e despreocupada identidade musical é o principal elemento para auxiliar em suas criações, que agora estão conquistando um novo público. “Harry Styles” definitivamente já conquistou um lugar na lista de melhores álbuns de Blues/Rock melódicos dos últimos tempos. Harry Styles é sem dúvidas o único de seus companheiros de banda que está pronto para uma definitiva carreira solo fora da sombra da One Direction. Sua identidade está mais do que definida e muito bem exposta em apenas um álbum com dez faixas. O cantor é um dos poucos que consegue aproveitar a sorte de ter ganhado visibilidade para realmente criar algo com conteúdo, e isso é o que, sem dúvidas, o levará a um grande sucesso na indústria musical.

  • Aria?

    Achei a crítica muito boa e centrada. Estava procurando um nome exato para a mistura dos ritmos desse cd e Blues/Rock é definitivamente o certo. Algumas coisas nele me lembraram James Taylor, além dos cantores e bandas citados acima.
    Apenas discordo de Harry ser o único pronto. Louis nao parece estat focado p lançar um álbum, mas sim músicas esporádicas. Liam ainda não lançou o álbum dele e nem um single sequer. Então é difícil ‘julgar’ se ele está ou não pronto para isso, além da vertente musical dele ser bem diferente comparado a de Harry. Niall parece que optou pelo Pop/Rock. Lançou 3 músicas, contando com a de ontem no show que fez em San Diego. Ele não está com pressa para se lançar logo. Está curtindo cada processo.
    Harry quis deixar tudo pronto antes de lançar qualquer coisa. Quando lançou SOTT já estava com álbum e clip. A visão dele estava focada em um álbum, assim como vejo a de Liam. Mas dizer que é o único deles a estar pronto para o pós 1D eu nao afirmaria. Esta é apenas minha visão.
    Parabéns pelo texto! Bjs.

    • Olá, Aria! Obrigada por ter compartilhado sua opinião e ponto de vista quanto ao texto. Fico feliz que tenha gostado. Abraços!