“O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida” é fantástico na escrita e inspirador na história

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Aquele tipo de história clichê, onde a mocinha se apaixona pelo mocinho logo no começo, levando-os a enfrentarem as dificuldades juntos e passarem por cima de todos os problemas definitivamente não aparece em “O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida” – que por mais que o final seja feliz, o caminho até ele não é muito agradável.

A inglesa Kate Eberlen conseguiu transferir os fatores principais de um romance “da vida real” para o livro, mas aqueles que normalmente não fazem parte da história em si. A obra é escrita de maneira genial, narrada em primeira pessoa, um capítulo por Tess, e outro por Gus, e assim consecutivamente. Na medida em que os dois personagens vão apresentando seus mundos, familiares, amigos e sonhos, eles fazem escolhas, assim como qualquer ser humano precisa fazer diariamente, sejam elas simples ou complexas. Tais escolhas mostram ao leitor que qualquer ação que for tomada irá levá-lo para um caminho específico, ou no caso de Tess e Gus, dois caminhos que foram separados por um triz várias vezes.

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O fato do livro ser uma história contada do “passado” dos personagens, ou seja, antes deles se encontrarem, deixa tudo ainda mais agradável. O romance em si, por mais que seja o centro da obra, não tira o foco de outras várias questões abordadas pelos personagens em suas vidas, trazendo o livro para o mundo real e o deixando com menos jeito de ficção e mais de motivação.

Acredito que “O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida” não seja apenas uma, mas milhares de histórias reais. Quantas vezes você já deixou de fazer algo que acabou te levando para algo melhor? Quantas vezes você já mudou de ideia de última hora e vivenciou algo que não esperava? Para chegar até esse post, quais páginas você acessou e por que acessou essas e não outras? Esse é o ponto.

Kate Eberlen reforça por meio de uma história nada perfeita, cheia de brigas, traições e monotonismo, que não existe o “se” mas sim o “quando”. Quando algo está destinado a acontecer, simplesmente irá, independentemente de quantas vezes os personagens da história em questão se distanciem, ou do quanto as coisas pareçam complicadas e sem saída, porque muitas vezes, não existe saída mas sim o continuar para descobrir o que sua própria história reserva para você, assim como a de Tess reservava o Gus, e vice e versa.