“Divide” é uma mistura de gêneros e histórias que apenas Ed Sheeran poderia arriscar em criar

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A expectativa de que o terceiro álbum de Ed Sheeran seria o melhor já feito por ele até então estava muito alta após o lançamento dos singles “Castle On The Hill” e “Shape Of You“. Porém, apesar do som apresentado ser aquele que todos já estavam acostumados e da característica das composições pessoais de Ed continuar presente, o trabalho apresentado em “Divide” possui alguns diferenciais.

Acredito que o álbum seja aquilo que Ed Sheeran sempre quis lançar, porém sem saber como. Suas músicas melódicas, apesar de apresentarem um tom de anos 80, continuam fazendo parte de sua carreira. É possível dizer o mesmo dos famosos versos de rap que o cantor sempre apresentou em algumas de suas faixas, dessa vez com foco em “Eraser“.

Porém, o disco vai além da comodidade. Um ritmo Folk é encontrado em uma ou duas canções, misturado com letras pessoais como já é de costume. “Nancy Mulligan” é um desses exemplos, que por meio do ritmo não convencional é a descrição de como Nancy e William, avós de Ed Sheeran, se conheceram em um cenário nada apropriado para romance. “Supermaket Flowers” também foi inspirada em sua avó, que infelizmente faleceu assim que o álbum ficou pronto. O fato dela ser a faixa favorita de Ed no CD prova que o cantor não se importou em juntar ritmos e composições diferenciadas, mas sim em contar suas histórias.

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O R&B é sólido em faixas como “Save Myself“, “Hearts Don’t Break Around Here” e “How Would You Feel (Pean)” – que recebeu solos de guitarra de John Mayer. Outra grande ajuda que Ed procurou foi a de Ryan Tedder, vocalista do OneRepublic, que participou da composição de “Happier“. Jessie Ware e Julia Michaels foram vocais de apoio no “Divide”.

“Divide” é a prova de que Ed Sheeran consegue criar singles que virem hits instantâneos mas ao mesmo tempo produzir músicas que descrevam uma história, sentimento ou vontade pessoal de algo que tentamos decifrar por meio de suas palavras. As composições específicas do cantor são os únicos pontos que não permitem que o disco vire uma gigantesca bagunça musical, com referências musicais até demais. O álbum é uma simples mistura de versos a serem contados, cada um em seu próprio ritmo. E por dominar a arte de criar arte inspirada em sua própria vida, Ed Sheeran é o único que poderia arriscar em criar um álbum como esse.