Little Mix alcança os dias de glória e faixas mais produzidas com o novo “Glory Days”

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Após levar o título do disco “Glory Days” (Dias de Glória) para o sentido literal ao esgotar sua turnê no Reino Unido com um ano de antecedência, Little Mix lançou seu quarto álbum de estúdio na esperança de continuar conquistando a tal glória que claramente pertence ao grupo. Famosas por esbanjar talento não somente em seus vocais, mas também em performances, a girlband é a única que eu conheço que também escreve suas próprias músicas. Não que eu conheça muitas girlbands, mas para ser sincera, depois de ouvir Little Mix e comparar com as outras é um pouco decepcionante. E sim, o fator de composição é extremamente importante. E infelizmente (ou felizmente) foi o único que me decepcionou no álbum.

Nas 15 faixas da versão deluxe de “Glory Days”, Perrie Edwards, Jesy Nelson, Leigh-Anne Pinnock e Jade Thirlwall participaram juntas do processo de escrita de apenas quatro faixas. A informação me chocou, afinal o motivo principal de Little Mix ter meu apoio praticamente exclusivo eram suas composições. Porém, muitas vezes o fato das autorias do artista não entrarem no álbum é por restrição da gravadora, que procura apenas aquilo que irá “vender”, e sem procurar comentar sobre a empresa que assinou com Little Mix, posso imaginar o que tenha acontecido. Ainda sem defender, espero que as meninas continuem explorando todos os seus modos de criar arte para os próximos álbuns, porque sei que elas ainda têm muito talento para ser exposto. O grande orgulho do CD foi claramente Leigh-Anne Pinnock, que deixou de participar de apenas uma composição do álbum: “You Gotta Not“, escrita por Meghan Trainor.

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Outro fator que mudou em “Glory Days”, mas não para o lado ruim, foram as produções, que agora estão com novos elementos. Little Mix que sempre apostou em baladas e músicas com poucos recursos de produção resolveu arriscar e criar uma nova e dançante identidade para a banda, mas ainda sem mudar completamente, o que me leva a acreditar que a girlband sempre terá sua essência, o que é primordial para continuarem sendo a melhor da atualidade. “Down & Dirty“, “Power” e “Private Show” são exemplos dessas produções diferenciadas, assim como “Shoutout To My Ex” e “F.U.” estão ali para reforçar a identidade da banda. Porém, as produções inovadoras foram sem dúvidas as maiores apostas para o álbum.

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Sempre tive dificuldades em escolher músicas favoritas em álbuns de artistas que eu admiro, mas com “Glory Days” foi fácil. Assim que ouvi “Oops” tive certeza de que foi produzida por Charlie Puth, e como eu sou completamente apaixonada por suas produções, a faixa número quatro virou instantaneamente a minha favorita. A música me fez comparar os dois artistas, e notei que são muito parecidos musicalmente: “Oops” é como se fosse uma fusão de “Love Me Like You“, da girlband, com “Marvin Gaye“, de Charlie Puth. Não conseguiria escolher uma melhor colaboração para a canção, e já aguardo um feat. com Little Mix no próximo álbum de Charlie.

Já os vocais da Little Mix estão simplesmente excepcionais como sempre foram, assim como as harmonias que nunca saem do ponto. Acredito que agora a girlband tenha experimentado os dois lado da moeda: O calmo, simples, porém com composições pessoais e emocionantes, e o dançante, com produções muito bem feitas, misturando vários elementos. “Glory Days” é ótimo, assim como tudo o que Little Mix cria. Porém sei que as meninas possuem uma capacidade enorme, e são capazes de fazer o que poucos artistas conseguiram até então: misturar esses os dois lados da moeda em um só.